

Juros futuros sobem com pressão externa e estresse nos mercados globais
Os juros futuros avançaram nesta quarta-feira (23), em meio à pressão do ambiente externo e à alta dos rendimentos dos títulos americanos. No Brasil, o movimento internacional se sobrepôs às repercussões de novas pesquisas eleitorais.
As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) registraram alta no pregão. O DI para janeiro de 2027 passou de 13,53% para 13,545%; o de janeiro de 2028 subiu de 13,485% para 13,575%; o de janeiro de 2029 avançou de 13,67% para 13,785%; e o de janeiro de 2031 foi de 13,865% para 13,975%.
Nos Estados Unidos, o rendimento da T-note de dez anos avançava de 4,970% para 5,113% no fim do pregão em Nova York. A taxa do Treasury de 30 anos subia de 5,303% para 5,397%. Nas máximas do dia, os dois títulos atingiram 5,139% e 5,407%, respectivamente, os maiores níveis desde 2007 e 2004.
A alta dos juros americanos ocorreu em um cenário de valorização do petróleo, que voltou a superar US$ 100 por barril, além de dados de setembro sobre os setores de serviços e indústria dos Estados Unidos. Os PMIs ficaram acima do esperado e alcançaram os maiores níveis em quatro anos, levando investidores a considerar a possibilidade de mais duas altas de 0,25 ponto percentual nos juros básicos americanos, em outubro e dezembro.
No mercado brasileiro, o ambiente externo teve mais influência que as eleições. Pesquisas indicaram empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, enquanto acompanhamentos de institutos, chamados de “trackings”, apontaram um cenário mais favorável ao senador. A piora das condições internacionais, porém, voltou a pressionar as taxas domésticas.
Fonte: Valor Econômico
← Voltar ao início de Fato Inteiro
Newsletter em preparação.
Continue acompanhando as notícias pelo portal.

