

Juros de 14% ao ano ameaçam expansão do novo crédito imobiliário em 2027
O novo modelo de crédito imobiliário impulsionou os financiamentos em 2026, mas a manutenção dos juros elevados pode limitar seu desempenho no próximo ano. A expectativa do governo é que o sistema viabilize R$ 111 bilhões em recursos neste primeiro ano.
Lançado em outubro de 2025 e ainda em fase de testes, o novo modelo busca reduzir a dependência dos recursos da poupança, uma das principais fontes de financiamento habitacional. A previsão é disponibilizar R$ 52,4 bilhões a mais que o modelo atual.
A taxa de juros está em 14% ao ano. Para Inês Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, a demanda por imóveis deve continuar elevada, mas o custo do crédito pode limitar os efeitos do modelo quando ele passar a funcionar integralmente, em 2027.
A Caixa estima crescimento de cerca de 10% no volume de financiamentos em 2026 e trabalha com aproximadamente R$ 250 bilhões em operações habitacionais. Para o próximo ano, a instituição espera um nível semelhante.
Segundo a executiva, o orçamento destinado ao SBPE deve chegar a aproximadamente R$ 80 bilhões neste ano, acima dos cerca de R$ 60 bilhões anteriores. Ela afirmou que o sistema tende a utilizar mais instrumentos de mercado, especialmente as LCIs, enquanto a poupança apoiaria a transição.
O Bradesco avalia que os bancos ainda passarão por adaptação operacional e considera difícil projetar 2027 diante do cenário de juros de longo prazo. A Abecip informou crescimento de 23% do crédito imobiliário no primeiro semestre, na comparação anual, e disse que revisará para cima a projeção de avanço para 2026, inicialmente estimada em 16%.
Fonte: Valor Econômico
Informação que importa, direto do Fato Inteiro.
Receba as principais notícias e alertas editoriais. Inscrição gratuita e cancelamento a qualquer momento.

