

Jovens lideranças enfrentam desigualdade de oportunidades e custo invisível
Texto publicado pela Folha de S.Paulo aborda os diferentes pontos de partida de jovens que assumem iniciativas comunitárias, negócios ou responsabilidades profissionais. A reflexão destaca que liderança exige apoio, recursos e redes de confiança para se desenvolver.
A trajetória de jovens lideranças no Brasil é marcada por diferenças no acesso a recursos financeiros, sociais e acadêmicos. Enquanto uma jovem de 19 anos de classe média baixa cria um projeto de vôlei para crianças do bairro, um jovem da mesma idade, morador de uma área nobre, funda uma startup com apoio do pai.
Outra jovem, que trabalhava no comércio em uma pequena cidade do interior do Nordeste, encontrou nos concursos públicos uma possibilidade de mobilidade social diante da falta de oportunidades. O texto observa que os três têm potencial de liderança, mas partem de condições distintas.
Segundo estudo do Sebrae citado na publicação, o Brasil tem aproximadamente 4,9 milhões de jovens empreendedores, número que cresceu 25% em pouco mais de uma década. Desse grupo, 93% empreendem sozinhos e 7% chegam à posição de empregadores.
A publicação também aponta que o custo de liderar cedo inclui solidão, renúncia ao tempo livre, noites sem dormir, pressão e medo de errar. Como formas de apoio, o texto menciona acolhimento, suporte emocional, oportunidades, financiamento, mentorias e redes de confiança.
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