

Jornalistas questionam retratação da GloboNews sobre Nossa Senhora Aparecida
Profissionais contestaram a decisão da GloboNews de corrigir uma fala da comentarista Maria Cristina Fernandes sobre uma suposta mobilização para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A emissora informou que a proposta citada foi apresentada em 2007 e arquivada em 2008.
A GloboNews pediu desculpas na madrugada de 25 de setembro, horas depois de Maria Cristina Fernandes abordar, no programa Em Pauta, uma possível reação de setores da Igreja Católica a uma mobilização de evangélicos. A comentarista afirmou que o movimento poderia favorecer o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva entre católicos.
A emissora esclareceu que a proposta mencionada havia sido apresentada em dezembro de 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli e arquivada em agosto de 2008. A declaração passou a circular nas redes sociais associada a Flávio Bolsonaro, embora o texto da fonte informe não haver projeto de autoria dele sobre o tema.
Guga Noblat criticou a retratação e disse que a informação teria sido baseada em bastidores de arcebispos preocupados com a possibilidade de Flávio ressuscitar a proposta. O jornalista Paulo Motoryn também contestou a correção e afirmou: “Uma errata não tem razão de existir se não há erro”.
Segundo a fonte, as postagens não apresentaram evidência pública de um projeto atual ou de um compromisso formal de Flávio Bolsonaro com a retirada do título. O bispo diocesano de Piracicaba (SP), dom Devair Araújo da Fonseca, criticou a circulação de notícias falsas sobre a devoção religiosa, sem citar diretamente a controvérsia.
O episódio também envolveu George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom. Ele republicou uma mensagem que orientava usuários a não divulgar a retratação da GloboNews, mas apagou o compartilhamento depois. Marques declarou ao Poder360 que não concordava com o conteúdo e que a republicação, caso tivesse ocorrido por sua iniciativa, teria sido por engano. A Secom disse que a manifestação não representava a posição da secretaria.
Fonte: Poder360
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