Jornalista diz que investigação sobre fonte ameaça sua atuação profissional
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Jornalista diz que investigação sobre fonte ameaça sua atuação profissional

Luís Pablo afirmou que buscas relacionadas a Raimundo Cutrim, fonte de reportagens sobre Flávio Dino, podem comprometer o sigilo jornalístico. A defesa de Cutrim manifestou preocupação com a exposição da fonte, enquanto o gabinete do ministro nega irregularidades.

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Por Redação Fato Inteiro · 12 de agosto de 2026 às 09:36
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O jornalista investigativo Luís Pablo classificou como "muito graves" as medidas de busca e apreensão relacionadas a Raimundo Cutrim, identificado como fonte de reportagens sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Segundo ele, as ações pretendem "destruir profissionalmente um jornalista".

As declarações foram feitas na terça-feira (11). Luís Pablo questionou como poderá preservar suas fontes se elas passarem a temer ser identificadas e investigadas. Baseado no Maranhão, ele publicou reportagens afirmando que um carro oficial do Tribunal de Justiça do estado teria sido usado pela família de Dino para deslocamentos pela cidade.

Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão na residência do jornalista. Na decisão, apontou que Luís Pablo teria cometido perseguição e permitido "a exposição indevida relacionada à segurança de autoridades" ao identificar o veículo oficial. Dados extraídos de equipamentos do jornalista levaram à identificação de Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, como fonte das reportagens.

Luís Pablo afirma que a denúncia atendia ao interesse público e que apresentou provas de irregularidades não investigadas por autoridades. Também disse que informações de sua vida pessoal, sem relação com as reportagens, estão sendo usadas para tentar atribuir-lhe uma conduta criminosa. Ele negou ter perseguido o carro do ministro ou de familiares e afirmou não ter recebido pagamento pelas publicações.

Os advogados de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite Filho e José Berilo de Freitas Leite Neto, disseram ainda não ter acesso à íntegra dos autos, que tramitam sob sigilo no STF. A defesa reconheceu a relação da diligência com as reportagens e apontou "preocupação técnica" com a exposição de uma fonte jornalística, citando o sigilo de fonte previsto no artigo 5º, inciso XIV, da Constituição.

A assessoria de Flávio Dino nega irregularidades no uso do veículo e afirma que se tratava de um carro blindado cedido pela Secretaria de Segurança do STF. O gabinete também sustenta que houve monitoramento clandestino do ministro e de familiares, além de levantamento de dados da equipe de segurança. Aliados de Dino disseram à CNN Brasil que o jornalista teria cobrado R$ 100 mil pelas reportagens, acusação negada por Luís Pablo.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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