

Jornalista diz que eleições na Ucrânia dependem de cessar-fogo estável
Pleitos parlamentar e presidencial foram adiados por causa da lei marcial imposta durante a guerra. Segundo Olga Rudenko, a maioria dos ucranianos prefere esperar um acordo de paz ou um cessar-fogo com garantias de segurança.
As eleições para o Parlamento e a Presidência da Ucrânia foram adiadas por tempo indeterminado devido à guerra com a Rússia. A Constituição do país proíbe a realização de pleitos durante a vigência da lei marcial, e Volodymyr Zelensky permanece no cargo de presidente.
Em entrevista ao Poder360, Olga Rudenko, editora-chefe do The Kyiv Independent, afirmou que a maioria dos ucranianos compreende os riscos de realizar eleições durante o conflito. Segundo ela, o consenso é aguardar um acordo de paz ou, ao menos, um cessar-fogo estável.
Uma pesquisa do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, realizada de 20 de julho a 3 de agosto, mostrou que 57% defendem eleições somente após um acordo final de paz e o fim da guerra. Outros 23% apoiam o pleito depois de um cessar-fogo com garantias de segurança confiáveis, enquanto 15% são favoráveis à realização imediata.
O debate foi retomado após o ex-ministro da Defesa Mykhailo Fedorov pedir eleições em agosto, mesmo durante a guerra. Zelensky afirmou em 23 de agosto que não considerava uma boa ideia realizar o pleito nesse período e disse que sua estratégia era conduzir o país ao fim da guerra e preservar um Estado independente e soberano.
Rudenko também afirmou que a falta temporária de eleições não dá carta branca ao presidente. Para a jornalista, a concentração de poder durante o conflito exige fiscalização rigorosa e escrutínio constante sobre as decisões do governo.
Fonte: Poder360
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