

Jingles de presidenciáveis em 2026 vão do rap ao sertanejo
Candidaturas à Presidência apostam em diferentes gêneros musicais para apresentar propostas, reforçar identidades políticas e fixar números de urna. As peças incluem rap, sertanejo, forró, rocknejo, pop, funk e samba, com uso variado de inteligência artificial.
As músicas de campanha aparecem como parte da estratégia de comunicação dos presidenciáveis em 2026. As faixas combinam estilos musicais, mensagens políticas e recursos audiovisuais, sem que o levantamento estabeleça ranking ou avaliação sobre as composições.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou uma adaptação do “Rap do Silva”, com letra sobre sua trajetória pessoal e referências à soberania nacional e à dignidade social. O clipe, divulgado em 26 de julho, mistura imagens de arquivo e registros de comícios, sem uso de inteligência artificial. Flávio Bolsonaro (PL) apresentou “Vem com Fé”, um sertanejo universitário com estrutura de louvor gospel, patriotismo e defesa da fé. O vídeo estreou em 25 de julho e combina cenas de rua com imagens geradas por inteligência artificial.
Romeu Zema (Novo) escolheu uma paródia em ritmo de forró eletrônico inspirada em “Jenifer”, de Gabriel Diniz. A peça faz menções ao governo petista e utiliza fantoches digitais com inteligência artificial. Renan Santos (Missão) lançou “A Vingança do Povo”, em estilo rocknejo, com críticas à classe política tradicional; o videoclipe foi produzido integralmente com inteligência artificial em estética de animes e mangás.
Ronaldo Caiado (PSD) apostou em uma composição pop centrada no slogan “esse cara é Caiado” e na aprovação de sua gestão em Goiás. Augusto Cury (Avante) divulgou um funk melódico baseado no trocadilho “Cury é a cura”, com foco na memorização do número de urna e na união nacional. Os dois candidatos lançaram as peças em julho e setembro, respectivamente.
Samara Martins (UP) apresentou um samba-enredo com percussão de bateria de escola de samba, defendendo investimentos no SUS, educação pública e valorização das periferias. Clariana Barão (Democracia Cristã) combinou forró e louvor gospel para destacar a presença feminina em cargos de liderança. Já Wilson Grassi (Democrata) utilizou uma releitura de funknejo voltada à causa animal e ao bem-estar de cães e gatos, com música e vídeo produzidos com inteligência artificial.
As assessorias de Pablo Marçal (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) informaram que não têm jingles oficiais. As campanhas de Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) não responderam ao contato até a publicação da reportagem.
Fonte: Poder360
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