Israel abre investigação sobre morte de Hind Rajab e admite disparos contra carro
Reprodução/BBC News Brasil
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Israel abre investigação sobre morte de Hind Rajab e admite disparos contra carro

As Forças de Defesa de Israel afirmaram que tropas dispararam contra o veículo em que estava Hind Rajab, de 5 anos, morta em Gaza. O Exército também anunciou apurações sobre a morte de familiares da menina, dois paramédicos e outros 15 palestinos.

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Por Redação Fato Inteiro · 19 de agosto de 2026 às 18:21
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As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram uma investigação criminal sobre a morte de Hind Rajab, de seus familiares e de dois paramédicos do Crescente Vermelho Palestino. A menina sobreviveu inicialmente ao ataque contra o carro e permaneceu horas em uma ligação telefônica pedindo ajuda.

Segundo as IDF, as conclusões preliminares indicam que tropas israelenses dispararam contra o veículo. O Exército atribuiu o episódio a supostas falhas na coordenação da ambulância enviada para resgatar Hind e afirmou que o carro trafegava em desacordo com um aviso prévio divulgado aos moradores da região.

A ambulância também foi atingida por disparos, e os paramédicos Yusuf al-Zeino e Ahmed al-Madhoun morreram. O corpo de Hind foi localizado dias depois, junto aos corpos dos demais mortos. O Crescente Vermelho afirmou que a equipe havia recebido autorização para chegar ao local.

As IDF haviam dito inicialmente que não tinham tropas na área no momento da morte. Depois, informaram que realizavam incursões contra alvos terroristas em diferentes bairros da Cidade de Gaza, incluindo Tel al-Hawa, onde Hind estava.

O comunicado também anunciou investigação sobre a morte de 15 palestinos, entre eles profissionais de saúde e um funcionário da ONU, em Rafah, em março de 2025. Em outro caso, envolvendo sete funcionários da World Central Kitchen, e em dois episódios com funcionários da organização Médicos Sem Fronteiras, as IDF disseram não ter encontrado motivos para abrir investigações criminais.

A Hind Rajab Foundation declarou não ter “nenhuma confiança” na apuração e afirmou que investigações internas israelenses não são mecanismos confiáveis de responsabilização. A ONU já havia citado o caso de Hind em uma comissão de investigação, que acusou Israel de crimes de guerra — acusações negadas pelo país.

Fonte: BBC News Brasil

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