Irã promete reformas econômicas e ameaça resposta a novos ataques
Reprodução/Valor Econômico
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Irã promete reformas econômicas e ameaça resposta a novos ataques

Autoridades iranianas afirmaram que o governo intensificará medidas para enfrentar os efeitos das sanções dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento também advertiu que novos ataques ao país terão uma resposta “mais rápida, mais pesada e mais dolorosa”.

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Por Redação Fato Inteiro · 6 de setembro de 2026 às 10:10
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O Irã anunciou que ampliará os esforços para conter os efeitos das sanções americanas, que, segundo fontes iranianas de alto escalão citadas pela reportagem, pressionam cada vez mais a economia do país. Entre os problemas mencionados estão oscilações cambiais, inflação, desemprego e dificuldades na gestão do mercado.

A declaração ocorreu em meio à retomada de ataques de retaliação entre os dois países. No sábado, o Comando Central dos Estados Unidos informou ter atingido três navios-tanque iranianos, após o lançamento de mísseis balísticos pela Guarda Revolucionária Islâmica contra duas embarcações da Marinha americana.

Em discurso publicado no Telegram, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou: “De agora em diante, qualquer ataque aos interesses e à segurança do Irã receberá uma resposta mais rápida, mais pesada e mais dolorosa”. A Guarda Revolucionária também ameaçou intensificar ações contra embarcações militares dos EUA na região.

O ministro da Economia, Ali Madanizadeh, disse que Teerã pretende responder à pressão econômica com reformas e rejeitou a possibilidade de as sanções mudarem as decisões da população iraniana. Morteza Zamanian, do Ministério da Economia, afirmou que o “Quartel-General da Guerra Econômica” da pasta reforçou os esforços para lidar com os efeitos da guerra.

A pressão inclui o bloqueio das exportações de petróleo iraniano. A Ilha de Kharg, principal terminal de exportação do país antes do conflito, teve o fluxo de vendas interrompido após o bloqueio americano iniciado em meados de abril. Segundo o ministro do Petróleo, Mohsen Paknejad, a ilha foi atingida cerca de 550 vezes nos meses anteriores, mas continuava operando.

Fonte: Valor Econômico

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