Irã promete reagir a eventual resolução de agência nuclear da ONU
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Irã promete reagir a eventual resolução de agência nuclear da ONU

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que o país reagirá caso a agência nuclear da ONU aprove uma resolução contra Teerã. Ele também alertou a Coreia do Sul sobre possíveis consequências se o país participar de operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.

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Por Redação Fato Inteiro · 7 de setembro de 2026 às 07:26
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O porta-voz iraniano Esmail Baghaei disse nesta segunda-feira (7) que o Irã reagirá caso a agência nuclear da ONU aprove uma resolução contra o país. Segundo a agência semioficial Fars, ele classificou como “irracionais” os países europeus que defendem a medida e afirmou que a guerra com os Estados Unidos tornou as instalações nucleares iranianas inacessíveis.

Baghaei também informou que uma delegação do Catar esteve em Teerã no domingo (6) e manteve reuniões com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. O objetivo, segundo o porta-voz, era reduzir as tensões. Ele descreveu os encontros como “produtivos” e afirmou que a diplomacia é uma questão “dinâmica e contínua”.

O porta-voz acrescentou que o Irã recebeu, nas últimas semanas, delegações de Omã e do Paquistão. De acordo com ele, também continuam os contatos com países da região que atuam para ajudar a diminuir as tensões. O Catar participa dos esforços de mediação entre Teerã e Washington e apoia negociações entre Omã e Irã sobre um corredor marítimo temporário e a remoção de minas no Estreito de Ormuz.

Na mesma segunda-feira, Baghaei advertiu a Coreia do Sul contra a participação em operações militares americanas no Oriente Médio. Em uma mensagem publicada em coreano na rede X, afirmou que a presença ou participação de militares sul-coreanos no Golfo Pérsico ou no Estreito de Ormuz seria considerada “apoio direto” aos Estados Unidos e levaria a “sérias consequências”.

A Coreia do Sul avalia opções para o envio de tropas a missões de combate e não combatentes, segundo uma autoridade do país citada no texto. O governo sul-coreano mantém consultas com Estados Unidos, Reino Unido e França, mas ainda não tomou uma decisão.

Fonte: CNN Brasil

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