

Interpretação e leitura são foco da prova de Linguagens do Enem
A prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias será aplicada no primeiro dia do Enem, marcado para 8 de novembro. Professores recomendam resolver edições anteriores e ler o comando das questões antes dos textos.
A prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias exige domínio dos conteúdos e capacidade de interpretar textos. Segundo o professor Eduardo Calbucci, a matriz de referência da área é a mesma desde 2009, o que mantém as habilidades cobradas ao longo dos anos.
Entre as recomendações está a resolução de questões de edições anteriores, com atenção aos comandos e aos contextos. O professor Eli Carlos Guimarães afirma que a leitura e a interpretação formam a base da prova e que mais de um terço das questões envolve gêneros como charge, artigo de opinião, resenha, canção e postagem digital, além de variação linguística e funções da linguagem.
Para lidar com o volume de textos, a orientação é começar pelo comando da questão, localizado abaixo do texto. A estratégia, segundo Guimarães, ajuda a direcionar a leitura, economizar tempo e evitar releituras. Na revisão final, ele recomenda estudar funções da linguagem, variação linguística e coesão textual, incluindo o uso de conectores como “contudo”, “portanto” e “embora”.
Em Literatura, a indicação é relacionar o contexto histórico, as ideias de cada período e as características das obras. Entre os temas citados estão o modernismo, especialmente suas primeira e segunda fases, o realismo de Machado de Assis, o romantismo e a literatura contemporânea, com autores como Drummond, Graciliano Ramos, Cecília Meireles, Conceição Evaristo e Carolina Maria de Jesus.
Na parte de língua estrangeira, o professor Tiago Gentil destaca que as questões de Inglês podem relacionar textos, imagens, diagramas, situações cotidianas e documentos. A recomendação é considerar o contexto e a mensagem geral, e não apenas vocabulário e gramática. Poemas em Inglês também apareceram nas edições mais recentes, segundo o professor.
Em Espanhol, o professor Júlio Manuel Sanchez Tello alerta para os falsos cognatos. A prova costuma apresentar dois ou três textos em espanhol e cinco questões em português, principalmente de interpretação; gramática pura aparece pouco, enquanto sinônimos, antônimos e sintaxe são abordados de forma menos frequente.
Fonte: Agência Brasil
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