Brasil

Indecisos ainda somam 18% às vésperas do primeiro turno, diz pesquisa

Pesquisa Meio/Ideia aponta que cerca de 18% dos eleitores não conseguem indicar candidato à Presidência a poucos dias do primeiro turno de 2026. Especialistas avaliam que votos da chamada terceira via podem migrar, sobretudo, para Lula e Flávio Bolsonaro.

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Por Redação Fato Inteiro · 1 de outubro de 2026 às 04:30
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A pesquisa Meio/Ideia, divulgada em 30 de setembro, mostrou que aproximadamente 18% dos eleitores ainda não sabem apontar seu candidato à Presidência. O percentual é 10 pontos maior que o registrado no mesmo período da eleição de 2022, segundo os trechos analisados.

Especialistas ouvidos pelo programa O Grande Debate Eleições 2026 afirmaram que o número de indecisos deve diminuir até o fim de semana, quando a proximidade da votação tende a pressionar os eleitores a decidir. Guilherme Russo, da Quaest, relacionou essa escolha a questões práticas, como preços dos alimentos e atendimento nos postos de saúde.

Na avaliação de Yuri Sanches, da AtlasIntel, os eleitores de Ronaldo Caiado e Romeu Zema são os mais propensos a mudar de candidato. Já a base de Renan Santos foi descrita como mais fiel, enquanto o eleitorado de Augusto Cury teria perfil heterogêneo e poderia se dividir entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Cila Schulman, do Instituto Ideia, identificou entre os indecisos a predominância de mulheres da região Sudeste e da classe C, cansadas da polarização. Segundo ela, parte desse grupo teria votado anteriormente em Bolsonaro e, depois, em Lula, sem se sentir disposta a retornar a nenhum dos dois.

Bruno Soller, do Real Time Big Data, afirmou que o eleitorado de Pablo Marçal, majoritariamente evangélico, de classe C2 e da periferia de São Paulo, já estaria em grande parte com Flávio Bolsonaro. Por isso, a capacidade de transferência de votos de Marçal seria limitada nesta etapa da campanha.

Marcelo Tokarski, da Nexus, disse que cerca de 60% dos eleitores que apoiam candidatos do segundo pelotão pretendem manter o voto. Entre os demais, a migração seria dividida entre Flávio Bolsonaro, Lula e a própria terceira via, o que, na avaliação dele, torna improvável uma mudança intensa e concentrada em apenas um candidato.

Fonte: CNN Brasil

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