

Incêndios na Europa revelam bombas e minas das guerras mundiais
Incêndios florestais na Europa expuseram e, em alguns casos, detonaram bombas e minas deixadas pelas duas Guerras Mundiais. Explosões foram relatadas na França, Bélgica, Alemanha e Holanda, colocando equipes de combate a incêndios diante de riscos adicionais.
As chamas avançaram sobre áreas onde havia munições não detonadas, incluindo regiões de antigos combates. Na Bélgica, uma equipe de desativação de explosivos foi mobilizada para vasculhar uma floresta ameaçada pelo fogo perto de Limburg, cenário de intensos confrontos em 1944.
Na França, um incêndio nos arredores de Bordeaux revelou um depósito que se acredita conter munições da Segunda Guerra Mundial. Em Liège, o governador Hervé Jamar relatou “algumas explosões esporádicas” e disse que os serviços de emergência se preparavam para lidar com artefatos enterrados, sem risco para os bombeiros, segundo ele.
A combinação de calor, seca, baixa umidade e ventos fortes favoreceu os incêndios. As fortes chuvas de janeiro também contribuíram para o crescimento da vegetação que depois serviu de combustível para as chamas, de acordo com estudo citado pela fonte.
Na província belga de Liège, munições foram espalhadas durante a Segunda Guerra Mundial pela floresta de Fagnes Heights. O Serviço Belga de Desativação e Destruição de Artefatos Explosivos atende anualmente a mais de 3.000 chamados e desativa entre 200 e 250 toneladas de munições das duas guerras.
A seca também expôs armamentos antigos. O recuo do Danúbio revelou duas minas navais na Eslováquia, enquanto a diminuição do nível da água levou à descoberta de uma bomba em Budapeste e de outra no rio Reno, na Alemanha. Segundo pesquisadoras citadas no texto, as mudanças climáticas contribuem para reativar e revelar esse legado de munições não detonadas.
Fonte: Valor Econômico
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