Inadimplência cresce e pressiona resultados do Banco do Brasil
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Brasil

Inadimplência cresce e pressiona resultados do Banco do Brasil

A inadimplência acima de 90 dias no Banco do Brasil subiu para 5,6% no segundo trimestre de 2026, ante 4% um ano antes. O agronegócio liderou a deterioração, mas o aumento também atingiu pessoas físicas.

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Por Redação Fato Inteiro · 6 de setembro de 2026 às 14:48
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O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025 e de 13,9% ante o trimestre anterior. Ao mesmo tempo, a piora da carteira de crédito elevou o impacto da inadimplência sobre o resultado da instituição.

No agronegócio, o índice de atrasos superiores a 90 dias passou de 3,2% para 6,3% em um ano, até junho. Entre as pessoas físicas, o indicador avançou de 6,8% no primeiro trimestre para 8,4% no segundo trimestre de 2026; um ano antes, estava em 5,6%.

Para Fernando Benavenuto, especialista em investimentos e sócio da Anvex Capital, a deterioração deixou de se concentrar no agronegócio. “O agro foi o gatilho, mas o problema hoje é sistêmico dentro da carteira, o que torna a normalização mais dependente do ciclo macro”, afirmou ao Poder360.

O Banco do Brasil provisionou R$ 18,5 bilhões no segundo trimestre, alta de 16,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O banco projeta provisões entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões no ano.

O diretor da NRP Agro, Vicente Zotti, avalia que o aumento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio pode pressionar os bancos nos próximos meses, com reflexos sobre a inadimplência e as provisões para devedores duvidosos. A expectativa mencionada por ele é de intensificação desses pedidos a partir de setembro.

O índice de capital principal do Banco do Brasil caiu de 11,59% para 11,27% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. O indicador permaneceu acima do mínimo regulatório, mas a queda pode limitar a expansão do crédito e o pagamento de dividendos caso a inadimplência continue avançando. O Citi reduziu sua estimativa de lucro do banco para 2027, de R$ 18 bilhões para R$ 16,6 bilhões.

Fonte: Poder360

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