

Imprensa internacional vê escalada de crise no STF antes das eleições
El País, Reuters e Associated Press repercutiram o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e os efeitos da crise no Supremo Tribunal Federal sobre a disputa presidencial.
O jornal espanhol El País classificou a decisão que afastou Andrei Rodrigues e Almada da Costa como uma “escalada da guerra interna dentro do tribunal politizado”. A publicação destacou que o episódio ocorre às vésperas das eleições presidenciais marcadas para 4 de outubro.
Segundo o jornal, “a forma como a crise no Supremo Tribunal Federal evoluir poderá influenciar as eleições de 4 de outubro”. O El País também descreveu o caso como uma disputa entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, que investiga o episódio e suspendeu provisoriamente o chefe da Polícia Federal.
Mendonça convocou uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF, na qual se formou maioria para referendar os afastamentos. A conclusão foi interrompida após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A Advocacia-Geral da União pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que contestasse a decisão, e Fachin deu 72 horas para Mendonça se manifestar.
Em apoio a Rodrigues, os diretores da Polícia Federal colocaram os cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad. Em comunicado, os 11 diretores classificaram o afastamento como “ataques injustificados” e repudiaram acusações de atuação “não republicana”.
Reuters e Associated Press também noticiaram o caso. A Reuters afirmou que o afastamento representa “um novo capítulo” no conflito do STF, enquanto a AP disse que a crise “arrasta o governo” de Luiz Inácio Lula da Silva “para o turbilhão que antecede as eleições”.
A reportagem da Reuters também mencionou a associação feita por líderes da oposição entre Lula e Moraes e a utilização da crise judicial na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, Lula tinha 38% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro; em simulações de segundo turno, os percentuais eram de 44% e 45%, respectivamente.
Fonte: BBC News Brasil
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