

Imprensa internacional repercute crise e disputa interna no STF
Bloomberg, AP, Reuters e o argentino Clarín noticiaram a escalada de decisões e divergências entre ministros do Supremo Tribunal Federal. As reportagens associaram o conflito à eleição presidencial e classificaram o momento como a maior crise da Corte desde a redemocratização.
A crise no Supremo Tribunal Federal voltou ao noticiário internacional após uma sequência de decisões anunciadas e posteriormente revertidas. Entre as medidas tomadas por Edson Fachin, estão a derrubada do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e a suspensão da decisão de Flávio Dino que havia determinado a reintegração ao cargo.
Fachin também retirou o inquérito das Fake News da relatoria de Alexandre de Moraes, assumiu a condução das investigações, interrompeu o andamento da petição de André Mendonça contra Moraes e convocou uma sessão plenária para 15 de setembro.
A Bloomberg descreveu as medidas como as mais agressivas de Fachin na tentativa de retomar o controle de uma Corte que atravessa sua crise mais profunda desde o retorno do Brasil à democracia. A agência também afirmou que o episódio pode transformar a eleição presidencial em um referendo sobre os poderes do STF.
Segundo a agência, o embate entre Moraes e Mendonça refletiria uma polarização política mais ampla antes da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. A Bloomberg apresentou Moraes como principal antagonista de conservadores por sua atuação contra a desinformação e Mendonça como um dos críticos mais duros do ministro dentro do tribunal.
A Associated Press afirmou que a disputa de poder provocou danos à própria instituição e que a divergência entre ministros, vistos como integrantes de extremos opostos do espectro político, ganhou importância antes da eleição presidencial. A Reuters classificou o momento como a maior crise do STF desde a redemocratização.
O jornal argentino Clarín, por sua vez, noticiou que o Brasil vivia uma “guerra aberta entre os juízes da Suprema Corte do Brasil em plena campanha eleitoral”. A publicação também descreveu as disputas internas como um confronto sem precedentes entre ministros.
Fonte: BBC News Brasil
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