Ideb registra melhor resultado da série histórica e reforça desafio da equidade
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Ideb registra melhor resultado da série histórica e reforça desafio da equidade

O resultado mais recente do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é apontado como o melhor da série histórica. O avanço, segundo o artigo, amplia o desafio de garantir aprendizagem com equidade em todo o país.

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Por Redação Fato Inteiro · 23 de agosto de 2026 às 23:40
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Criado há 20 anos, o Ideb combina aprendizagem e trajetória escolar para estabelecer metas, acompanhar redes de ensino e orientar a atuação do poder público. O índice também permite identificar escolas e territórios que mais precisam de apoio.

O artigo descreve um cenário inicial marcado por dificuldades de acesso, reprovação, atraso, abandono e baixos níveis de aprendizagem. Entre as medidas adotadas desde então, estão a criação do Fundeb, em 2007, a articulação de políticas pelo Plano de Desenvolvimento da Educação, o piso do magistério, em 2008, e a ampliação da escolaridade obrigatória para a faixa de 4 a 17 anos, em 2009.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb subiu de 3,8, em 2005, para 6,3, em 2025. A proficiência no Saeb também avançou, em proporção equivalente a mais de três anos de aprendizagem, aproximadamente, segundo o texto.

O artigo ressalta, porém, uma interrupção nesse percurso entre 2016 e 2021, quando a função educação no Orçamento do Executivo federal perdeu o equivalente a R$ 100 bilhões, em valores corrigidos. Desde 2023, afirma o texto, houve retomada da coordenação federativa, dos investimentos e de políticas voltadas à alfabetização, à permanência, à infraestrutura, à valorização dos professores e à educação integral.

Para os próximos ciclos, a prioridade apresentada é combinar aprendizagem e equidade, reduzindo o peso de fatores como local de moradia, renda e cor nas oportunidades educacionais. O texto também defende recursos para o Programa Nacional de Infraestrutura Escolar, previsto no novo PNE, além de professores valorizados, currículos atualizados e expansão da educação integral. Em 2025, escolas com jornada média de sete horas ou mais tiveram resultados superiores nas três etapas avaliadas.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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