

Hábitos saudáveis podem ajudar a reduzir sintomas de ansiedade
Atividade física, sono adequado, alimentação saudável e técnicas de manejo do estresse podem contribuir para aliviar sintomas de ansiedade. Especialista alerta que mudanças de hábitos não substituem tratamento profissional quando há um transtorno.
Durante o Setembro Amarelo, a atenção se volta à conscientização sobre saúde mental. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os países com população mais afetada pela ansiedade, de acordo com a fonte.
A psiquiatra Cláudia Ketter explicou à CNN Brasil que a ansiedade é uma reação natural a situações de estresse e incerteza, mas pode se tornar um problema quando é persistente, intensa ou interfere no sono, no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos e nas atividades cotidianas. Nesses casos, a recomendação é buscar avaliação profissional.
Entre os hábitos que podem ajudar estão a prática regular de exercícios físicos, especialmente atividades aeróbicas, a alimentação saudável e estratégias de manejo do estresse, como respiração, relaxamento e mindfulness. Atividades de lazer com participação ativa também podem ajudar a reduzir o foco excessivo nas preocupações.
A especialista afirma ainda que existe uma relação de mão dupla entre sono e ansiedade: dormir mal pode aumentar a vulnerabilidade aos sintomas, enquanto a ansiedade pode prejudicar o descanso. Por outro lado, o consumo excessivo de cafeína, álcool, o sedentarismo, o excesso de tempo nas redes sociais e a exposição constante a conteúdos preocupantes podem agravar o quadro.
O isolamento social também pode contribuir para o aumento da ansiedade, segundo Ketter. A redução do contato pessoal pode limitar o fortalecimento das redes de apoio, consideradas importantes para a saúde mental.
Os hábitos podem colaborar no controle e na prevenção dos sintomas, mas não substituem o tratamento quando existe um transtorno de ansiedade. A busca por psicólogos ou psiquiatras é indicada quando os sintomas persistem, há crises frequentes, a pessoa passa a evitar situações por medo ou não consegue controlar as preocupações. Dependendo do quadro, podem ser indicadas psicoterapia e/ou medicação.
Fonte: CNN Brasil
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