Häagen-Dazs deixará o Brasil após quase 30 anos de operação
Reprodução/BBC News Brasil
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Häagen-Dazs deixará o Brasil após quase 30 anos de operação

A General Mills decidiu interromper a distribuição da marca de sorvetes premium no país. Especialistas apontam estagnação da participação de mercado, mudanças no consumo e falta de lojas e inovação entre os motivos para a saída.

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Por Redação Fato Inteiro · 26 de agosto de 2026 às 06:33
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A Häagen-Dazs vai deixar o Brasil após quase 30 anos de operação. A decisão foi tomada pela General Mills, multinacional americana proprietária da marca, que informou que os produtos não serão mais distribuídos no país em razão de uma reformulação de portfólio anunciada em março de 2026.

Entre 2021 e 2025, a marca permaneceu na quinta posição do mercado brasileiro, com 2% de participação. No mesmo período, o setor de sorvetes cresceu de R$ 14,7 bilhões para R$ 20,3 bilhões por ano, segundo a Euromonitor.

Especialistas citados pela reportagem relacionam a saída a quatro fatores: a priorização, pela General Mills, de marcas americanas de maior escala; a mudança no comportamento do consumidor brasileiro; o fechamento das lojas próprias da Häagen-Dazs em 2018; e a falta de inovação e investimento em um segmento premium mais concorrido.

A empresa vendeu em março suas operações brasileiras das marcas Yoki e Kitano ao Grupo 3Corações por R$ 800 milhões. A Häagen-Dazs, cujos produtos são importados, principalmente da França, não fez parte do negócio. Segundo Cecília Russo Troiano, da Troiano Branding, a cadeia de distribuição congelada torna a operação de sorvetes mais onerosa.

A marca chegou ao Brasil em 1997 e teve lojas próprias em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Brasília. Em 2018, fechou os oito pontos de venda que ainda mantinha e passou a atuar apenas no varejo. Para especialistas, a mudança reduziu os pontos de contato com os consumidores.

Nos últimos anos, marcas premium como Bacio di Latte, Borelli, La Basque e Heladeria Havanna abriram lojas próprias e ocuparam parte do espaço deixado pela Häagen-Dazs. A participação da marca também ocorre em um mercado pulverizado: 62% do setor está nas mãos de empresas com menos de 1% de participação cada.

Fonte: BBC News Brasil

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