Guerra eleva custos do saneamento e pode afetar licitações da Sanepar
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Guerra eleva custos do saneamento e pode afetar licitações da Sanepar

A alta e a escassez de insumos ligados à guerra no Oriente Médio já pressionam as operações da Sanepar, segundo o presidente da companhia, Wilson Bley. O cenário pode reduzir o interesse de empresas em futuras licitações e elevar despesas operacionais e investimentos.

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Por Redação Fato Inteiro · 16 de setembro de 2026 às 06:44
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A guerra no Oriente Médio afetou os preços e a disponibilidade de materiais usados pelo setor de saneamento no Paraná. Segundo Wilson Bley, presidente da Sanepar, o aumento dos custos já repercute nas operações da companhia e pode diminuir a participação do mercado em futuras contratações.

O PVC, empregado em redes e estruturas, subiu mais de 100% desde o início da guerra, de acordo com Bley. O executivo também mencionou dificuldades para adquirir alguns materiais e o impacto do diesel sobre o transporte dos insumos.

O ácido fluorsilícico, usado na fluoretação da água, também está em falta no mercado brasileiro. O preço do produto aumentou 1.200% desde o começo do ano, e o setor pede a suspensão do uso de flúor por 90 dias para reorganizar o mercado. O Ministério da Saúde ainda analisa a possibilidade e resiste ao pedido.

Diante da escassez, a Sanepar discute medidas preventivas com o Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde do Paraná e a Vigilância Sanitária. A empresa afirma manter estoque para enfrentar o problema enquanto busca alternativas de fornecimento, e Bley disse não haver, no momento, risco de desabastecimento generalizado.

O presidente avaliou que os efeitos podem atingir tanto as despesas operacionais quanto os investimentos. “Não sei se eventuais licitações que nós possamos colocar no ar vão ter apetite de mercado, porque [os preços] estão em discordância com os valores cobrados nesse momento”, disse. Segundo ele, a companhia considera a possibilidade de que parte da alta dos insumos se torne estrutural e precisa se preparar para esse cenário.

Fonte: CNN Brasil

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