Greve no IBGE chega a três unidades; sindicato critica gestão e falta de transparência
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Brasil

Greve no IBGE chega a três unidades; sindicato critica gestão e falta de transparência

A Superintendência do Rio de Janeiro aderiu à paralisação, que já atingia a unidade da Bahia e a sede do instituto. A ASSIBGE atribui o movimento a conflitos com a gestão de Márcio Pochmann e afirma defender a autonomia técnica do órgão.

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Por Redação Fato Inteiro · 17 de agosto de 2026 às 15:45
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A greve no IBGE passou a atingir três unidades: a sede, no Rio de Janeiro, a Superintendência do Rio de Janeiro (SES-RJ) e a unidade da Bahia. Segundo a ASSIBGE, a paralisação ocorre em meio a uma relação “muito conflituosa e desgastante” com a gestão de Márcio Pochmann.

O sindicato afirma que decisões “unilaterais” e “autocráticas” em temas considerados sensíveis motivaram a mobilização. Entre os objetivos declarados estão preservar a autonomia técnica do instituto e impedir interferências ou “ajustes de acordo com o interesse do cliente” no cálculo de índices.

A entidade também criticou o uso de dados de big techs em substituição à coleta técnica tradicional. Para a ASSIBGE, a medida pode ameaçar o sigilo estatístico e a credibilidade do órgão. O sindicato informou que, até o momento, não há indicativos de atraso na divulgação de indicadores econômicos.

Entre os pontos contestados estão a criação de uma fundação pública de direito privado, um contrato de R$ 80 milhões com o Serpro para serviços de nuvem, problemas de conexão e falta de equipamentos, além de mudanças no Programa de Gestão e na indenização de campo. A ASSIBGE diz que as alterações ocorreram de forma “repentina e sem transparência”.

Mato Grosso, Pará, Sergipe, Piauí, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná e outros núcleos no Rio de Janeiro estão em estado de greve ou têm indicativo de paralisação. O sindicato estima adesão de 40% do efetivo na Bahia, mas o número não foi confirmado. Estão previstos atos em Minas Gerais, em 19 de agosto, e diante da unidade do Horto, no Rio, em 20 de agosto.

O Poder360 informou que procurou o IBGE para comentar as críticas, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

Fonte: Poder360

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