Governo monitora quatro suspeitas de interferência dos EUA nas eleições de 2026
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Governo monitora quatro suspeitas de interferência dos EUA nas eleições de 2026

O Palácio do Planalto acompanha possíveis ações americanas que, segundo a análise apresentada pela CNN, poderiam beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. As suspeitas envolvem manifestações políticas, impulsionamento de perfis, financiamento e encontros com influenciadores.

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Por Redação Fato Inteiro · 23 de setembro de 2026 às 04:45
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O governo brasileiro monitora o que considera uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026. Segundo apuração do analista de Política da CNN Caio Junqueira, quatro frentes são acompanhadas pelo Palácio do Planalto, com foco em ações que poderiam favorecer Flávio Bolsonaro.

A primeira envolve manifestações públicas do ex-presidente americano Donald Trump e do secretário de Estado Marco Rubio. De acordo com a análise, o governo avalia que esse tipo de atuação poderia seguir um modelo observado em outros países da América Latina, como Colômbia e Honduras.

A segunda suspeita trata do impulsionamento, a partir dos Estados Unidos, de perfis favoráveis a Flávio Bolsonaro e à direita. A hipótese é compartilhada pela campanha do PT e pelo candidato Renan Santos. A campanha de Flávio nega a acusação.

A terceira frente é um suposto financiamento por meio do fundo RockBridge Network. A suspeita foi levantada publicamente por Renan Santos e endossada pelo PT, que apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal. A campanha de Flávio Bolsonaro também nega essa acusação.

A quarta envolve encontros de autoridades americanas com influenciadores brasileiros de direita no consulado dos Estados Unidos em São Paulo. Segundo a análise, nessas reuniões teria sido apresentado um entendimento da Casa Branca sobre a eleição brasileira.

Junqueira também diferenciou o alinhamento ideológico entre bolsonarismo e trumpismo de uma eventual interferência com financiamento, que seria vedado pela legislação eleitoral. O governo usa ainda um relatório recente da Abin para justificar o interesse americano, associado à influência chinesa na América do Sul e à segurança pública relacionada ao chamado “escudo das Américas” contra o narcotráfico.

Fonte: CNN Brasil

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