

Governo discute bloqueio do Discord após casos de violência na plataforma
A primeira-dama Janja da Silva defendeu o bloqueio imediato do Discord no Brasil após episódios de violência transmitidos ao vivo. A AGU iniciou reuniões com a empresa para cobrar mecanismos de proteção e verificação de idade, sob risco de suspensão.
A declaração de Janja ocorreu em 7 de agosto de 2026, durante a sanção de uma lei contra o abuso sexual de menores. Segundo a reportagem, o governo passou a negociar com o Discord a adoção de medidas mais rígidas para proteger usuários e verificar suas idades.
Criado em 2015, o Discord permite conversas por texto, áudio e vídeo em servidores privados organizados pelos próprios usuários. O formato, diferente de redes com mural público, dificulta a fiscalização externa e a localização desses espaços em mecanismos de busca.
Investigações citadas na reportagem apontam o uso da plataforma em episódios de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos, ataques contra pessoas em situação de rua e maus-tratos a animais. A Operação Fake Monster, em 2025, também teria identificado nos servidores um plano de atentado a bomba contra o público de um show no Rio de Janeiro.
A plataforma afirmou estar disposta a assumir compromissos legais com o governo brasileiro, o que adiou temporariamente uma ação que pedia sua suspensão imediata. A AGU estabeleceu prazos para a apresentação de soluções tecnológicas, incluindo a verificação efetiva da idade dos usuários.
O debate opõe defensores do bloqueio, que apontam falhas na moderação e na proteção de grupos vulneráveis, e críticos da medida, que consideram a suspensão total uma forma de censura e defendem a punição individual dos criminosos. A reportagem também cita bloqueios do Discord em países como Rússia, Turquia e Camboja.
Fonte: gazetadopovo.com.br
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