Governo de SP nega irregularidades no credenciamento do Credcesta
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Brasil

Governo de SP nega irregularidades no credenciamento do Credcesta

A administração paulista afirmou que a PKL One foi credenciada antes da gestão Tarcísio de Freitas e rejeitou suspeitas de favorecimento relacionadas a doações citadas por Daniel Vorcaro. A proposta de delação do fundador do Banco Master foi recusada pelas autoridades.

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Por Redação Fato Inteiro · 5 de setembro de 2026 às 11:48
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O Governo de São Paulo negou irregularidades ou favorecimento no credenciamento da PKL One Participações, responsável pelo cartão Credcesta, para operar crédito consignado no Estado. A manifestação ocorreu após Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, mencionar o produto em uma proposta de delação premiada rejeitada.

Segundo o relato atribuído a Vorcaro, doações de R$ 5 milhões para campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro, em 2022, seriam contrapartidas de um suposto acordo com Gilberto Kassab para manter o Credcesta no governo paulista. Tarcísio e o ex-secretário de Governo negaram as acusações e disseram não ter participado de negociações com Vorcaro. A proposta foi apresentada em três versões e rejeitada por falta de ineditismo e de elementos de corroboração.

O governo paulista informou que a PKL foi credenciada em 27 de maio de 2022, antes do início da gestão Tarcísio, por meio de um procedimento regulamentado e baseado em critérios objetivos. A administração negou que a empresa tenha sido contratada pelo Estado ou recebido tratamento diferenciado durante o atual governo.

Também foi negada qualquer relação entre a empresa e o Decreto nº 69.126, de 2024, que ampliou as instituições habilitadas a operar crédito consignado. De acordo com o governo, a PKL foi credenciada por uma categoria diferente, em 2022, e o procedimento não envolve repasse de recursos públicos nem escolha discricionária do gestor.

A administração afirmou que a PKL detinha 3,4% do mercado de consignado paulista, enquanto o Banco do Brasil concentrava mais de 50%. Novos contratos com a instituição foram suspensos em 19 de fevereiro de 2026, após a liquidação determinada pelo Banco Central. Os contratos já existentes foram mantidos por orientação da Procuradoria-Geral do Estado.

Fonte: Poder360

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