

Gilmar cobra atuação imparcial do TSE e diz que STF poderá revisar decisões
Em publicação na rede X, ministro afirmou que integrantes do TSE envolvidos em proselitismo partidário deveriam reavaliar sua permanência na Corte. Gilmar Mendes também disse que o STF atuará como instância revisora quando necessário.
O ministro Gilmar Mendes cobrou, em publicação na rede X, uma atuação apartidária e alinhada à Constituição por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sem citar nomes, afirmou que integrantes da Corte que tentarem usá-la para fins eleitorais deveriam avaliar se têm condições de permanecer nos cargos.
Gilmar também defendeu que partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral fiscalizem a imparcialidade dos ministros do TSE e apontem eventual suspeição. Segundo ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá atuar como instância de supervisão, intervindo quando necessário para preservar seus precedentes e a Constituição.
A manifestação ocorre em meio a divergências internas no STF. De acordo com a publicação, Gilmar, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin estão em um grupo que acusa André Mendonça de conduzir o chamado “caso Master” com suposto interesse eleitoral. Mendonça, por sua vez, teve apoio de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux em votação sobre a abertura de investigação contra Moraes; o julgamento foi adiado após pedido de vista de Dino.
Gilmar também mencionou desafios para a Justiça Eleitoral nas próximas eleições, como a circulação de vídeos, áudios e peças de propaganda produzidos com inteligência artificial. Ele citou informações atribuídas à “Folha de S.Paulo” sobre anúncios falsos e a um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência que teria alertado para risco de interferência externa no processo eleitoral.
Fonte: Valor Econômico
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