

Flávio associa Lula a Moraes e mira redução da vantagem petista no Nordeste
O senador Flávio Bolsonaro reforçou, em agenda de campanha no Nordeste, a associação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes. A estratégia do candidato do PL é reduzir a vantagem de Lula na região e ampliar votos no Sul e no Sudeste.
Flávio afirmou, em ato no Recife, que Lula “deve seu mandato” a Moraes e voltou a dizer que o eleitor do presidente também estaria votando no ministro e em Flávio Dino. O senador criticou uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrada após pedido de vista de Dino, e classificou o episódio como um “show de hipocrisia, de deboche e de falta de respeito”.
A campanha passou por Ceará e Pernambuco, com encontros políticos, comícios e caminhadas. O candidato também tinha previsão de seguir para Vitória da Conquista, na Bahia. Segundo aliados, a meta é diminuir a diferença obtida por Lula no Nordeste, onde o petista venceu Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022 por 2,17 milhões de votos no Ceará, 3,7 milhões na Bahia e 1,8 milhão em Pernambuco.
No Ceará, pesquisa Datafolha citada pelo jornal apontou Lula com 52% das intenções de voto e Flávio com 21%. O senador também declarou que, se eleito, indicará cinco ministros para o STF contrários ao aborto e às drogas, considerando um eventual afastamento de Moraes.
A disputa nos Estados nordestinos envolve ainda as alianças locais. No Ceará, Ciro Gomes (PSDB), líder nas pesquisas para o governo, não participou dos eventos de Flávio, embora o PL esteja em sua chapa. Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), que lideram a corrida estadual, apoiam Lula. Na Bahia, o presidente apoia a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT), que enfrenta ACM Neto.
Lula, por sua vez, reforça agendas no Sudeste, incluindo Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Segundo pesquisas mencionadas pela fonte, Flávio aparece numericamente à frente de Lula no segundo turno nesses três Estados: 40% a 37% em Minas, 43% a 37% no Rio e 41% a 33% em São Paulo.
Fonte: Valor Econômico
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