

Fila do INSS cai 74% no ano, mas indeferimentos sobem 70%
O estoque de benefícios aguardando análise chegou a 1,55 milhão no fim de julho, menor nível em 21 meses. Em junho, os pedidos negados se aproximaram de 1 milhão.
Dados do Ministério da Previdência Social apontam que a fila do INSS caiu para 1,8 milhão de benefícios represados em junho e para 1,55 milhão no fim de julho. No acumulado do ano, a redução foi de 74%.\n\nNo sentido oposto, os indeferimentos cresceram 70% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em junho, o volume de benefícios negados chegou perto de 1 milhão. Entre os pedidos mais rejeitados estão os relacionados a benefícios por incapacidade, como auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente e aposentadoria por incapacidade permanente.\n\nPara a diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Jane Berwanger, a queda da fila acompanhada do aumento das negativas pode transferir a demanda para recursos administrativos ou ações judiciais. Ela também citou dificuldades na apresentação de documentos médicos e problemas na análise das perícias como fatores que podem prejudicar os segurados.\n\nO especialista em Previdência Social Leonardo Rolim afirmou que o aumento das rejeições não indica, inicialmente, algo irregular nos dados oficiais. Segundo ele, o pagamento de bônus a peritos e servidores ajudou a ampliar o número de análises, o que tende a elevar também o total de negativas. Outra mudança impede novo requerimento para o mesmo tipo de benefício enquanto houver processo em andamento; o pedido só pode ser reapresentado 30 dias após a primeira decisão.\n\nRolim também apontou a substituição do Atestmed, baseado na análise de documentos, pela perícia médica presencial como possível explicação para o aumento dos indeferimentos. O Ministério da Previdência informou que a aceleração do fluxo de trabalho e o crescimento dos requerimentos elevaram o total de decisões, concessões e negativas.\n\nA pasta afirmou que a taxa de concessões no primeiro semestre de 2026 foi de 49,5%, próxima da média histórica recente. O segurado pode recorrer administrativamente, sem custo, ao Conselho de Recursos da Previdência Social em até 30 dias após a análise e também pode buscar a Justiça, se considerar necessário.\n\nFonte: g1 Política
Fonte: g1 Política
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