

Fed e Banco do Japão decidem juros sob pressão dos mercados
Federal Reserve se reúne em 15 e 16 de setembro, seguido pelo Banco do Japão nos dias 17 e 18. Investidores aguardam sinais sobre o ritmo futuro das políticas monetárias em meio à inflação, à alta dos títulos e à volatilidade cambial.
O Federal Reserve e o Banco do Japão enfrentarão decisões acompanhadas de perto pelos mercados nesta semana. Além das taxas que serão anunciadas, investidores buscam indicações sobre a trajetória futura dos juros, em um cenário de preocupação com a inflação e os custos de financiamento.
As apostas em uma alta do BoJ aumentaram desde o fim de agosto. Dados da Totan Research e da Totan ICAP apontam probabilidade de 98% de elevação nesta semana e de aproximadamente outra alta até o fim de 2026. O banco mantém a taxa em 1%, e o Nikkei Asia informou que a instituição planeja elevá-la para 1,25%.
No caso do Fed, os analistas estão divididos sobre a decisão imediata, mas o CME FedWatch passou a indicar quase duas altas de 0,25 ponto percentual até o fim de 2026. A taxa básica americana está entre 3,50% e 3,75% desde dezembro de 2025. Economistas do Bank of America Securities projetam três altas de 0,25 ponto neste ano, em setembro, outubro e dezembro.
A Eastspring Investments apontou riscos de inflação maior nos Estados Unidos relacionados ao mercado de trabalho, aos preços dos combustíveis e a indicadores do ISM. O diesel médio já supera US$ 6 por galão, enquanto os contratos futuros do Brent voltaram a ultrapassar US$ 100 por barril.
Os bancos também decidem sob pressão política e fiscal. Donald Trump defendeu juros menores nos EUA, enquanto autoridades e investidores acompanham a alta dos rendimentos dos títulos, as preocupações com os déficits e os efeitos da política monetária sobre as moedas. No Japão, a atenção se concentra nas indicações de Kazuo Ueda sobre o ritmo de novas altas, após a valorização do iene e a redução de posições de carry trade.
Fonte: Valor Econômico
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