Famílias mantêm celebrações de Cosme e Damião no Rio de Janeiro
Foto: Agência Brasil
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Famílias mantêm celebrações de Cosme e Damião no Rio de Janeiro

Missas e festejos em terreiros reuniram moradores para celebrar os santos com distribuição de doces, alimentos, brinquedos e kits de higiene. Tradições católicas e de religiões de matriz africana se encontraram em diferentes pontos da Zona Norte.

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Por Redação Fato Inteiro · 27 de setembro de 2026 às 17:46
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Devotos participaram neste domingo (27) de celebrações em homenagem a São Cosme e São Damião no Rio de Janeiro. Na Paróquia de São Cosme e São Damião, no Andaraí, a professora Caroline Pinho de Araújo, de 40 anos, esteve em uma das missas e contou que mantém a devoção desde a infância, primeiro no catolicismo e depois na umbanda.

Segundo Caroline, a família participa da missa e distribui doces todos os anos como forma de agradecimento. Ela afirmou que a tradição reúne crianças e adultos e também representa uma forma de combater discursos de ódio e intolerância.

O vigário da paróquia, padre Luiz Gustavo Menezes do Nascimento, disse que o local recebe peregrinos de diferentes lugares. Ele também relatou que participava das festividades quando era criança e destacou a história dos irmãos, perseguidos e martirizados durante o Império Romano, segundo seu relato.

Em Vila Isabel, no Terreiro de Umbanda Cosme e Damião, a celebração teve distribuição de doces, bolo, cachorro-quente, algodão-doce, brinquedos e kits de higiene pessoal. A mãe de santo Ana Carolina Oliveira afirmou que a família realiza a tradição há mais de 60 anos e que aquele era o sexto ano da atividade no terreiro.

Ana Carolina explicou que Cosme e Damião são associados aos erês, entidades espirituais infantis nas religiões de matriz africana. A massoterapeuta Vania Victorio Gonçalves da Silva participou da distribuição com a filha e uma amiga e disse que a prática é herdada da avó e da mãe.

O historiador e escritor Luiz Antonio Simas afirmou, em publicação no Instagram, que a tradição apresenta Cosme e Damião como médicos cristãos que tratavam crianças sem cobrar. De acordo com o relato, os doces eram oferecidos a crianças adoentadas para levar alegria durante o processo de cura.

Fonte: Agência Brasil — últimas notícias

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