

Fachin leva decisões ao plenário do STF para conter crise, avalia professor
Para Gustavo Sampaio, da UFF, o presidente do STF tentou conter o impasse ao suspender decisões monocráticas de Flávio Dino e André Mendonça. O professor, porém, afirma que ainda não há garantia de que a crise esteja resolvida.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu atos monocráticos dos ministros Flávio Dino e André Mendonça e retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News. A medida repercutiu entre especialistas em direito constitucional.
Em entrevista ao WW, o professor Gustavo Sampaio, da Universidade Federal Fluminense (UFF), avaliou que Fachin submeteu a resolução do impasse ao plenário do tribunal, considerado por ele a instância soberana da Corte.
Segundo Sampaio, a sequência que levou à decisão começou quando Mendonça determinou, em decisão liminar, o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues. A decisão foi posteriormente referendada pela Segunda Turma.
Depois, a Advocacia-Geral da União apresentou um pedido para suspender a liminar, encaminhado regimentalmente a Fachin. Enquanto o presidente do STF aguardava manifestações dos envolvidos, Dino determinou, em decisões sobre investigações de desvio de verbas parlamentares e emendas, o retorno de Rodrigues ao cargo.
Fachin então utilizou o instrumento chamado “chamada de ordem” para suspender as decisões de Dino e Mendonça e convocar o plenário a analisar o caso na terça-feira seguinte. Para Sampaio, a iniciativa buscou “estancar a sangria” e devolver a decisão ao colegiado.
O professor ressaltou, contudo, que a medida não assegura que o conflito esteja definitivamente contido ou resolvido. Na avaliação dele, o desfecho dependerá do que for deliberado pelo plenário do STF.
Fonte: CNN Brasil
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