

Expedição coleta espécies no topo de montanha isolada da Amazônia
Dezesseis cientistas investigam a biodiversidade no topo da Serra do Aracá, no Amazonas, a 1.260 metros de altitude. A equipe coleta espécimes da fauna e da flora, além de amostras de água, solo e sangue.
A expedição ocorre em um tepui — montanha de topo plano — localizado a 220 quilômetros ao norte de Barcelos (AM). O trabalho busca conhecer os ecossistemas de altitude, que abrigam espécies diferentes das encontradas nas áreas mais baixas da planície amazônica.
Financiada pela FAPESP e apoiada pelo Exército Brasileiro, responsável pela logística e pela segurança, a operação reúne especialistas em aves, mamíferos, répteis, anfíbios, insetos, plantas e parasitas. Participam pesquisadores de instituições do Brasil, da França, da Espanha, dos Estados Unidos e da Noruega.
Nos primeiros cinco dias, as botânicas coletaram mais de 100 espécimes e identificaram populações expressivas de canela-de-ema, do gênero Vellozia, e de orquídeas terrestres do gênero Catasetum. As plantas serão tombadas no Inpa e poderão ser distribuídas a outros herbários no Brasil e no exterior.
Os grupos de zoologia organizam as atividades de acordo com o comportamento dos animais. Ornitólogos trabalham desde a madrugada, enquanto equipes de herpetologia percorrem a mata à noite para registrar anfíbios e répteis. Na primeira fase, foram identificadas de oito a nove espécies de anfíbios e de quatro a cinco espécies de lagartos.
A equipe também capturou três exemplares do beija-flor Colibri delphinae, que não havia sido registrado nas expedições anteriores à Serra do Imeri e ao Pico da Neblina. Entre os pequenos mamíferos, foi encontrado um roedor que parece pertencer ao gênero Zygodontomys. Um pequeno lagarto adaptado ao arenito das áreas abertas do platô foi apontado como provável espécie nova para a ciência.
Fonte: Poder360
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