Estudo reúne evidências para pedido de origem do Arroz Anã de Porto Marinho
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Brasil

Estudo reúne evidências para pedido de origem do Arroz Anã de Porto Marinho

Pesquisas da Embrapa e da Unirio identificaram características químicas, agronômicas e culinárias associadas ao arroz cultivado em Porto Marinho, no Rio de Janeiro. A associação local protocolou em agosto o pedido de Indicação Geográfica por Denominação de Origem no INPI.

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Por Redação Fato Inteiro · 13 de setembro de 2026 às 09:33
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Pesquisas coordenadas pela Embrapa Agroindústria de Alimentos reuniram evidências para subsidiar o pedido de Indicação Geográfica por Denominação de Origem do Arroz Anã de Porto Marinho. O requerimento foi depositado no INPI em 8 de agosto pela Apomar, associação que reúne produtores rurais, pescadores, artesãos, moradores e amigos de Porto Marinho e entorno.

O estudo analisou aspectos físicos, físico-químicos, nutricionais, metabolômicos e de qualidade tecnológica e culinária. Ensaios apontaram que o arroz tem comportamento de viscosidade semelhante ao de variedades usadas na culinária japonesa e intensifica o aroma durante o aquecimento, em padrão comparado ao de arrozes aromáticos do tipo jasmim.

Análises por cromatografia líquida e espectrometria de massas identificaram padrões químicos específicos no produto cultivado em Porto Marinho. Segundo os pesquisadores, fatores do ambiente de cultivo estão relacionados à presença de compostos bioativos e precursores de aroma, contribuindo para a construção de uma “assinatura química” do arroz.

A caracterização morfoagronômica também registrou particularidades da variedade, que foi incorporada ao Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Arroz e Feijão. Na safra 2020/21, a planta apresentou porte médio de 123,2 centímetros, colmos estruturados e tolerância ao acamamento. Os estudos dos grãos indicaram baixo teor de amilose e temperatura de gelatinização intermediária, associados a uma textura mais macia e levemente pegajosa após o cozimento.

Pesquisas sobre os solos foram realizadas em Itaocara e Cantagalo, municípios que margeiam o rio Paraíba do Sul. Foram avaliados 10 perfis distribuídos em 50 horizontes, com identificação de solos aluvionares e características de retenção de água consideradas favoráveis ao cultivo. O conjunto dos resultados busca demonstrar a relação entre as características do Arroz Anã, o território de Porto Marinho e o conhecimento tradicional dos agricultores.

Fonte: Poder360

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