Estudo relaciona evolução do cérebro humano à vulnerabilidade ao autismo
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Estudo relaciona evolução do cérebro humano à vulnerabilidade ao autismo

Pesquisa de cientistas da Universidade de Stanford identificou uma evolução acelerada em um tipo abundante de neurônio humano. A mudança coincidiu com alterações em genes associados ao autismo, segundo o estudo.

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Por Redação Fato Inteiro · 22 de agosto de 2026 às 04:25
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Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, compararam cérebros de diferentes espécies para investigar a relação entre a evolução humana e a ocorrência de autismo. O foco foi o neurônio L2/3 IT, localizado nas camadas externas do córtex cerebral, envolvidas em funções como linguagem, memória e raciocínio.

Publicado na revista Molecular Biology and Evolution, o estudo propõe que tipos de neurônios mais comuns tendem a evoluir mais lentamente. Os pesquisadores, porém, encontraram uma exceção nos neurônios excitatórios L2/3 IT: apesar de abundantes, eles mudaram mais rapidamente na linhagem humana do que em outros primatas, como chimpanzés e gorilas.

A evolução acelerada ocorreu junto com mudanças coordenadas em centenas de genes associados ao autismo. Em uma etapa da análise, os autores identificaram uma redução expressiva na atividade de 34 desses genes.

Para chegar aos resultados, Alexander Starr e Hunter Fraser analisaram dados de sequenciamento de RNA de núcleo único em três regiões do neocórtex de seis espécies de mamíferos. Os três conjuntos de dados reuniram informações sobre a expressão gênica de mais de um milhão de neurônios.

Segundo o modelo apresentado, alterações que podem ter contribuído para vantagens do cérebro humano também reduziram sua margem de segurança. Assim, mudanças que seriam inofensivas em outros primatas poderiam aumentar a vulnerabilidade ao autismo em humanos.

Os autores afirmam que o modelo poderá ser testado em células, organoides e modelos animais. A proposta também relaciona a evolução de genes regulatórios a condições neuropsiquiátricas, como autismo e esquizofrenia.

Fonte: CNN Brasil

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