

Estudo não confirma relação entre uso prolongado de remédios para dormir e Alzheimer
Revisão de 13 estudos, com dados de mais de 720 mil participantes, encontrou associação entre esses medicamentos e Alzheimer, mas não permite afirmar relação de causa e efeito. Pesquisadores ressaltam que os riscos cognitivos e à saúde relacionados ao uso contínuo são conhecidos.
Uma revisão sistemática com meta-análise de 13 estudos observacionais avaliou a possível relação entre benzodiazepínicos, como clonazepam, alprazolam e diazepam, medicamentos para dormir, como zolpidem, e a doença de Alzheimer. Os dados reuniram mais de 720 mil participantes.
Na análise conjunta, os pesquisadores identificaram associação entre o uso dos medicamentos e uma maior chance de desenvolver Alzheimer. No entanto, os resultados variaram entre os estudos, e as evidências disponíveis não permitem concluir que os remédios provoquem a doença.
Uma das explicações consideradas é a causalidade reversa. Alterações no sono, ansiedade e sintomas depressivos podem surgir antes do diagnóstico de Alzheimer e levar à prescrição desses medicamentos, indicando que o processo neurodegenerativo já poderia estar em curso.
Segundo a revisão, o uso prolongado de benzodiazepínicos está associado a prejuízos na memória, atenção e velocidade de processamento das informações, especialmente entre pessoas idosas. Também há relação com dependência, tolerância, sonolência durante o dia, quedas, fraturas e acidentes.
Os medicamentos podem ter benefícios em situações específicas, como crises intensas de ansiedade, insônia aguda e algumas condições neurológicas e psiquiátricas. A orientação apresentada é utilizá-los na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível, com acompanhamento profissional, tratamento da causa da insônia ou ansiedade e reavaliação periódica da necessidade.
Fonte: Poder360
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