

Estudo mostra que usuários esperam ganhar tempo e dinheiro com a IA
Pesquisa da Anthropic ouviu 80.508 pessoas em 159 países e 70 idiomas. Embora 67% tenham expressado sentimento positivo, os entrevistados também apontaram riscos como respostas pouco confiáveis e perda de empregos.
Um estudo da Anthropic analisou as expectativas e os receios de usuários de inteligência artificial em 80.508 conversas abertas. As interações ocorreram em 159 países e 70 idiomas, segundo a empresa, que classificou o levantamento como o maior estudo qualitativo já realizado sobre o tema.
A aprovação geral foi positiva: 67% dos participantes expressaram esse tipo de sentimento, enquanto 81% disseram que a IA já avançou concretamente na direção do que desejam. A excelência profissional liderou individualmente as respostas, com 18,8% das menções.
Os objetivos ligados à vida pessoal, porém, somaram 34,3%. O grupo inclui transformação pessoal, gestão da rotina, liberdade de tempo e independência financeira. Para esses usuários, a produtividade aparece como um meio para liberar tempo e dinheiro para outras atividades.
A pesquisa também identificou uma relação entre benefícios e riscos. O tempo economizado foi citado por 50%, enquanto 18% mencionaram a possibilidade de uma produtividade ilusória. O aprendizado mais rápido apareceu para 33%, diante de 17% que apontaram o risco de atrofia cognitiva. Já o ganho econômico foi lembrado por 28%, contra 18% preocupados em perder o trabalho para a IA.
A tomada de decisão foi a única categoria em que a preocupação superou o benefício: 37% citaram respostas erradas apresentadas com confiança, enquanto 22% disseram tomar decisões melhores com o auxílio da tecnologia. O apoio emocional foi mencionado por 16%, e a dependência emocional, por 12%.
A rejeição foi maior nas regiões mais ricas. A Europa Ocidental registrou 35,6% de rejeição, seguida pela Oceania, com 35,5%, e pela América do Norte e o Leste Asiático, ambos com 34,5%. Na América Latina e no Caribe, o índice foi de 26,3%; na África Subsaariana, de 24,2%.
Fonte: CNN Brasil
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