Estudo indica que personalidade muda mais ao longo da vida do que se imagina
Reprodução/g1 Saúde
Brasil

Estudo indica que personalidade muda mais ao longo da vida do que se imagina

Pesquisa publicada na revista Communications Psychology comparou a percepção de 887 adultos com dados de 166.971 pessoas. Os resultados apontam que mudanças nos traços de personalidade são mais comuns do que se acreditava.

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Por Redação Fato Inteiro · 18 de agosto de 2026 às 02:50
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Um estudo realizado por pesquisadores das universidades de Zurique e Texas A&M e de instituições da Alemanha analisou como a personalidade se transforma ao longo da vida. O trabalho foi publicado na revista científica Communications Psychology, uma das publicações da Nature.

A pesquisa avaliou os cinco grandes traços de personalidade, conhecidos como “big five”: extroversão, amabilidade, conscienciosidade, neuroticismo e abertura à experiência. Os autores compararam a percepção das pessoas com dados longitudinais sobre mudanças ocorridas entre diferentes fases da vida.

No primeiro estudo, 887 adultos representativos da população dos Estados Unidos em sexo, idade e raça estimaram como os traços e outras 20 características mudariam dos 15 aos 90 anos. No segundo, foram analisadas oito bases de dados dos Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Holanda, reunindo informações de 166.971 pessoas.

Os resultados indicaram que as mudanças médias anuais e ao longo da vida nos cinco traços foram comparáveis ou, em muitos casos, superiores às observadas em satisfação com a vida, saúde subjetiva, renda e autoestima. A percepção dos participantes subestimou especialmente as mudanças acumuladas quando os cinco traços foram considerados em conjunto.

Segundo os autores, isso não significa que a personalidade mude completamente ou que uma pessoa se transforme em outra. O estudo examinou principalmente alterações médias nos níveis dos traços, medida que não contempla todas as diferenças individuais.

Os pesquisadores também apontaram limitações. Como os dados vieram de países ocidentais e democráticos, os resultados podem não se aplicar a outras populações. Além disso, fatores históricos, culturais e sociais podem influenciar as crenças sobre a estabilidade da personalidade, e pesquisas futuras poderão usar outras formas de medir mudança e estabilidade.

Fonte: g1 Saúde

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