Estudo aponta como proteína spike pode manter dor após Covid
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Estudo aponta como proteína spike pode manter dor após Covid

Pesquisa com camundongos investigou mecanismos ligados à dor persistente relatada por pessoas com Covid longa. Os resultados indicam a participação de uma resposta inflamatória que se estende ao sistema nervoso.

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Por Redação Fato Inteiro · 31 de agosto de 2026 às 04:47
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A dor persistente é um dos sintomas relatados por pessoas com Covid longa. Segundo os estudos citados na pesquisa, entre 15% e 20% dos pacientes apresentam dores musculares durante a fase aguda da infecção, e até 40% continuam com dor por meses após a recuperação.

Pesquisadores da Faculdade de Farmácia da UFRJ avaliaram se a proteína spike do Sars-CoV-2 poderia desencadear mecanismos capazes de manter a dor mesmo depois do fim da inflamação inicial. O estudo foi realizado com camundongos e publicado na revista Brain, Behavior, and Immunity.

A proteína foi administrada em uma das patas dos animais. O inchaço e a inflamação desapareceram em até uma semana, mas a sensibilidade a estímulos mecânicos e térmicos permaneceu. A hipersensibilidade também foi observada na pata do lado oposto.

Os experimentos indicaram que a spike não ativou diretamente os neurônios sensoriais nem provocou lesão neuronal. Segundo os resultados, a proteína desencadeou uma resposta inflamatória envolvendo a proteína TLR4, células de defesa e citocinas, entre elas o interferon-gama.

Os pesquisadores afirmam que essa resposta pode alcançar a medula espinhal e contribuir para a manutenção da dor. Eles ressaltam, porém, que o modelo não reproduz toda a complexidade da Covid longa, pois utilizou a proteína isoladamente em animais, e não uma infecção pelo vírus.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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