

Especialistas defendem integração e políticas estáveis para ampliar inovação no Brasil
Participantes de painel na Rio Innovation Week disseram que o país reúne competências científicas e infraestrutura para avançar tecnologicamente. Para eles, é necessário integrar governo, academia, pesquisa e setor produtivo, além de garantir continuidade às políticas públicas.
Representantes do governo, da academia e de instituições de pesquisa defenderam maior coordenação entre diferentes setores para transformar capacidades científicas em desenvolvimento tecnológico. A avaliação foi apresentada no painel “Novas Rotas e o Catching Up Tecnológico”, realizado durante a Rio Innovation Week, no Rio de Janeiro.
Os participantes afirmaram que o Brasil dispõe de competências científicas, infraestrutura de pesquisa e ativos estratégicos. O desafio, segundo o grupo, é criar um ambiente institucional estável e integrado, com previsibilidade para investimentos e continuidade das políticas de ciência, tecnologia e inovação.
José Roque, diretor-geral do CNPEM, citou o acelerador de partículas Sirius como exemplo da importância da consolidação de capacidades técnicas e institucionais. Francisco Rondinelli, presidente da CNEN, defendeu a aproximação entre governo, academia e empresas e afirmou que a energia nuclear deve complementar a matriz renovável brasileira.
Luiz Davidovich, da FINEP, relacionou o momento favorável à inovação ao fortalecimento das startups e dos instrumentos públicos de financiamento. Samuraí Brito, do Itaú Unibanco, destacou a cooperação, a retenção de talentos e a aproximação entre empresas e pesquisadores. Yuri Saporito, da FGV, ressaltou o papel da formação de profissionais e do investimento privado em pesquisa. Alessandro Facure afirmou que o país precisa converter suas vantagens estratégicas em desenvolvimento econômico e tecnológico.
Fonte: gov.br
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