Entidades do Paraná pedem apuração sobre Moraes e Gonet no caso Master
Reprodução/Gazeta do Povo — Paraná
Brasil

Entidades do Paraná pedem apuração sobre Moraes e Gonet no caso Master

Instituições da sociedade civil e do setor produtivo do Paraná defenderam investigação rigorosa sobre fatos do caso Banco Master que envolvem o STF e a PGR. Elas também pediram o afastamento de Alexandre de Moraes e a declaração de suspeição de Paulo Gonet.

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Por Redação Fato Inteiro · 3 de setembro de 2026 às 22:11
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Entidades paranaenses se manifestaram nesta quinta-feira (3) pela apuração rigorosa de fatos relacionados ao Banco Master que atingem o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). O posicionamento ocorreu após a divulgação, por determinação do ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal com mensagens do dono do banco, Daniel Vorcaro, para o contato “Alexandre de Moraes”.

O Instituto Democracia e Liberdade (IDL), a Associação Comercial do Paraná (ACP) e o Movimento Pró-Paraná cobraram transparência nas investigações. Em manifesto, o IDL afirmou que o episódio representa “a maior fraude financeira da história brasileira” e defendeu explicações dos envolvidos, com respeito à ampla defesa.

A ACP e o Movimento Pró-Paraná enviaram nota ao presidente do STF, Edson Fachin, manifestando apoio à condução técnica do ministro. As entidades também defenderam o afastamento de Alexandre de Moraes, a declaração de suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a investigação de outros nomes que possam ser mencionados no processo.

Segundo a ACP e o Pró-Paraná, a instabilidade no Judiciário afeta o ambiente de negócios e o crescimento do país. As entidades pediram medidas imediatas para estabilizar as relações institucionais.

A OAB-PR informou que enviará a Fachin uma manifestação favorável ao afastamento de Moraes. Aprovado por unanimidade pelo Conselho Pleno, o documento também sustenta que Gonet seja declarado suspeito para atuar nos inquéritos ligados ao caso Master.

Em nota, Fachin afirmou que analisará o caso e anunciará as medidas “no tempo devido e sem precipitação”. O presidente do STF declarou ainda que “os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional” e mencionou circunstâncias relacionadas à atuação processual e “sérios elementos de fato”.

Fonte: Gazeta do Povo — Paraná

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