

Entidades criticam decisões judiciais após cancelamento de debate da Globo
Abert, ANER e ANJ manifestaram apoio à TV Globo e classificaram como “agressão à liberdade de imprensa” as decisões que levaram ao cancelamento do debate presidencial. O encontro seria realizado na noite de 1º de outubro, antes do primeiro turno.
A Abert, a ANER e a ANJ divulgaram uma nota conjunta em apoio à TV Globo e demonstraram “profunda indignação” com a chamada “intervenção judicial” no debate presidencial.
As entidades criticaram decisões que alteraram regras previamente definidas pela emissora com os partidos. Segundo a nota, a interferência teria imposto obrigações sem previsão legal e desrespeitado os acordos estabelecidos para o encontro.
As associações também afirmaram que houve “excessos judiciais” e que as decisões prejudicaram o acesso dos eleitores às propostas dos candidatos convidados que haviam confirmado presença.
A Globo cancelou o debate depois de decisões judiciais e das desistências de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O TSE havia determinado que a emissora não mantivesse no estúdio o púlpito reservado a Lula nem permitisse perguntas dos candidatos presentes ao petista.
Posteriormente, o ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan Santos no encontro, após o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, rejeitar pedido do partido. Flávio Bolsonaro citou “censura” do TSE e “insegurança jurídica” ao anunciar que não participaria.
A nota não menciona nominalmente ministros nem especifica qual decisão seria uma “agressão à liberdade de imprensa”. A crítica é dirigida, de forma geral, à alteração das regras definidas para o debate.
Fonte: Poder360
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