

Endividamento, fila do INSS e baixa popularidade desafiam Lula em 2026
O presidente Lula tenta a reeleição em 2026 sob pressão de problemas econômicos, administrativos e políticos acumulados durante o terceiro mandato. Entre os pontos citados estão o endividamento recorde das famílias, a fila do INSS, a resistência entre evangélicos e investigações envolvendo seu filho, Lulinha.
O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior nível em pelo menos 20 anos durante o governo Lula 3. Desde outubro de 2025, 29% da renda dos brasileiros está comprometida com dívidas financeiras, enquanto a inadimplência chegou a 6,9%, segundo o Banco Central. Pesquisa Datafolha apontou ainda que dois em cada três brasileiros têm dívidas e que 45% vivem situação financeira apertada ou severa.
A fila de pedidos do INSS também se tornou um problema eleitoral. O estoque chegou a 3,1 milhões de solicitações no início do ano, embora o instituto tenha informado nesta semana que o número caiu para 1,28 milhão. A redução da fila havia sido uma promessa de Lula em 2022.
O presidente mantém resistência entre eleitores evangélicos. Em simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece à frente no eleitorado geral por 47% a 43%, mas perde entre evangélicos por 62% a 29%. O cenário entre as mulheres também é afetado por declarações anteriores do presidente e pela queda do número de ministras de dez para oito, em um total de 38 integrantes.
O nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, surgiu em investigações da Polícia Federal sobre fraudes contra beneficiários do INSS. Ele não foi indiciado, mas teve os sigilos quebrados por decisão do STF. A defesa nega participação nas fraudes. O caso também provocou a saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, da equipe de campanha do PT; ele afirma que recebeu um empréstimo pessoal, já quitado, de R$ 249 mil.
A idade e a saúde do presidente entraram no debate eleitoral. Lula completará 81 anos na semana da eleição, enquanto seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, tem 45. A avaliação do governo também pesa: pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto apontou 41% de avaliações negativas e 33% de positivas. Na taxa de aprovação, 50% disseram reprovar a gestão e 47% afirmaram aprová-la.
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