

Endividamento e apostas pressionam orçamento das famílias, aponta análise
O cenário de renda familiar no Brasil é considerado preocupante pelo economista e professor da FGV Ricardo Meirelles de Faria. Entre os fatores citados estão a inadimplência recorde, os juros elevados e o avanço das apostas.
Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 81,6% das famílias brasileiras têm algum tipo de dívida, incluindo faturas a vencer no cartão de crédito, cheque especial e carnês de lojas.
Meirelles afirmou que o endividamento aumentou após as crises de 2015 e 2016 e voltou a crescer durante a pandemia. Ele relacionou a expansão do crédito, especialmente o imobiliário, ao período posterior ao Plano Real, quando a inflação estava mais baixa.
Outro levantamento citado, do Serasa, aponta que mais da metade dos trabalhadores brasileiros termina o mês sem dinheiro. Alimentos e contas básicas aparecem como os principais itens associados a essa situação.
A taxa Selic está em 14% ao ano, patamar que, segundo a fonte, coloca o Brasil com o segundo maior juro real do mundo, atrás apenas da Rússia. O alto nível de endividamento público é apontado como um dos fatores para os juros elevados, enquanto a instabilidade externa e a inflação dificultam um possível corte na taxa.
As apostas também foram citadas como um novo peso no orçamento de parte das famílias. Dados do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros indicam que os brasileiros gastaram R$ 62,5 bilhões com o setor em 2025.
Fonte: CNN Brasil
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