Endividamento das famílias chega a 82% e pressiona consumo e crédito
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Brasil

Endividamento das famílias chega a 82% e pressiona consumo e crédito

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 82% em julho, o maior patamar da série mencionada pela CNC. Mesmo após o corte da Selic para 14%, o custo elevado do crédito afeta varejo, construção e bancos.

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Por Redação Fato Inteiro · 9 de agosto de 2026 às 04:35
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O endividamento das famílias brasileiras alcançou 82% em julho, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice ocorre mesmo após a redução da taxa Selic para 14% na quarta-feira (5). Ainda assim, o Brasil tem o segundo maior juro real do mundo, de acordo com a reportagem.

No varejo, a C&A identifica um consumidor mais cuidadoso com os gastos. O CEO da empresa, Paulo Correa, afirmou que o cenário de juros altos pressiona o endividamento e torna mais racional a decisão de compra. Ele também citou a necessidade de otimizar o uso do caixa diante do custo elevado do crédito.

Na construção civil, o CFO da Tenda, Luiz Maurício Garcia, disse que o endividamento pode adiar a compra da casa própria. Segundo ele, clientes que já comprometeram a renda com outros financiamentos podem não conseguir adquirir um imóvel, apesar das taxas mais baixas do Minha Casa Minha Vida.

Garcia informou ainda que a inadimplência entre clientes da Tenda está entre 15% e 20% e que a provisão para devedores duvidosos aumentou no segundo trimestre de 2026. A companhia, segundo o executivo, busca reduzir a concessão de crédito sem comprometer margens e rentabilidade.

O Bradesco também relatou impactos dos juros elevados. O CEO Marcelo Noronha afirmou que uma Selic crescente pressiona as margens das linhas de crédito e favorece a inadimplência.

O último comunicado do Copom manteve aberta a possibilidade de novos cortes em setembro. Para o economista Arnaldo Lima, da Polo Capital, uma nova redução pode ocorrer caso continue a desaceleração da atividade econômica e da inflação, enquanto o Banco Central acompanha a evolução dos preços.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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