

Empate entre Lula e Flávio esconde diferenças no eleitorado, aponta análise
Disputa presidencial chega à reta final empatada nas pesquisas, mas apresenta divisões por região, religião, sexo e perfil ideológico. Alto número de indecisos mantém o resultado em aberto.
Lula e Flávio Bolsonaro chegam à reta final empatados nas pesquisas, segundo análise publicada pelo Valor Econômico. O levantamento dos principais temas da eleição aponta que o resultado agregado esconde padrões nacionais distintos e que parte relevante do eleitorado ainda não definiu o voto.
A campanha é descrita como morna, com baixo interesse do eleitor, embora em alta. Cerca de 10% afirmam que decidirão o voto na última semana, e outros 10% dizem que só tomarão a decisão no dia da votação. No Senado, em média, 80% não sabem espontaneamente em quem votar, enquanto 22% permanecem indecisos na pesquisa estimulada.
A análise também destaca que os indicadores econômicos não se converteram, até aqui, em vantagem eleitoral para Lula. Apenas 10% dos eleitores dizem ter percebido aumento da renda acima do custo de vida. O texto aponta ainda que o investimento social cresceu sem produzir retorno eleitoral automático.
Nas disputas estaduais, o eleitor parece favorecer a resolução no primeiro turno. O número médio de candidaturas ao governo caiu de 8,3, em 2022, para 7,2, em 2026. Pesquisas da Quaest indicam favorito claro em 11 estados e possibilidade de definição em primeiro turno em outros quatro.
A polarização nacional permanece concentrada em Lula e Bolsonaro, segundo a análise, enquanto cerca de 30% dos eleitores são considerados independentes. Entre eles, um terço não pretende votar em nenhum candidato, e os demais estão indecisos ou divididos entre os principais nomes da disputa.
O Sudeste, especialmente suas grandes cidades, é apontado como área decisiva. O texto também identifica religião e sexo como fatores de divisão do eleitorado: na última pesquisa da Quaest, Lula tinha vantagem de 9 pontos entre católicos e Flávio liderava por 30 pontos entre evangélicos; entre mulheres, Lula marcava 7 pontos de vantagem, enquanto Flávio tinha 11 pontos entre os homens.
Fonte: Valor Econômico
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