Eleições de 2026 devem definir projeto nacional, defende coluna
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Brasil

Eleições de 2026 devem definir projeto nacional, defende coluna

Texto publicado no Migalhas afirma que o Brasil precisa transformar diagnósticos em decisões, execução e continuidade. A proposta é construir compromissos democráticos capazes de sobreviver à alternância partidária.

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Por Redação Fato Inteiro · 11 de agosto de 2026 às 08:05
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A coluna “Eleições 2026: O Brasil precisa escolher-se”, publicada no Migalhas, sustenta que o principal desafio do país não é apenas definir quem vencerá a disputa presidencial, mas escolher um projeto de vida comum. O texto critica a política baseada exclusivamente em personagens e conflitos e defende decisões capazes de considerar a convivência entre adversários nas mesmas instituições.

Segundo a análise, um projeto nacional democrático deveria reunir compromissos limitados e duradouros, sem impor unanimidade ou um plano central. Governos poderiam alterar prioridades e instrumentos, mas não deveriam desmontar políticas antes de avaliar seus resultados. A continuidade, afirma o texto, seria um sinal de maturidade institucional.

A coluna também propõe que a administração pública diferencie atividade de resultado. Matrículas, atendimentos e prisões, por exemplo, seriam dados insuficientes sem a compreensão de seus efeitos sociais. O texto defende o uso de evidências, mas ressalva que valores como dignidade, confiança, pertencimento e liberdade não podem ser reduzidos a métricas.

Outro ponto abordado é a desigualdade entre territórios. A análise afirma que direitos comuns não exigem meios idênticos para sua realização e que o federalismo deveria combinar padrões e cooperação nacional com capacidades locais distintas. Também defende o aproveitamento de competências brasileiras em áreas como agricultura tropical, biodiversidade, energia, saúde e infraestrutura digital, associando inovação a preservação e responsabilidade.

Ao tratar dos Poderes, o texto atribui ao Executivo a necessidade de estabelecer prioridades, ao Legislativo a tarefa de transformar demandas em escolhas compreensíveis e ao Judiciário a proteção de direitos com atenção aos efeitos coletivos de suas decisões. A coluna ainda defende responsabilidade fiscal, avaliação de políticas públicas e a possibilidade de encerrar programas ineficazes, além da preservação de instituições, transparência, imprensa livre e pesquisa independente.

Fonte: migalhas.com.br

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