Eleições 2026: especialistas indicam critérios para escolher candidatos
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Eleições 2026: especialistas indicam critérios para escolher candidatos

A menos de duas semanas do primeiro turno, muitos eleitores ainda não decidiram seus votos. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil recomendam avaliar propostas, histórico, financiamento e alinhamento partidário dos candidatos.

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Por Redação Fato Inteiro · 23 de setembro de 2026 às 10:50
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A proximidade do primeiro turno das Eleições de 2026 ocorre em meio a um cenário no qual notícias sobre o caso Master e a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) reduziram o espaço para o debate de propostas. Entre as orientações apresentadas por especialistas está a necessidade de o eleitor identificar seus próprios interesses, prioridades e visões de mundo antes de analisar os candidatos.

Também é importante compreender as atribuições de cada cargo. O presidente e os governadores comandam o Poder Executivo e executam políticas públicas, enquanto deputados e senadores atuam principalmente na elaboração de leis, na fiscalização e na definição da destinação de recursos. A distinção ajuda a evitar promessas incompatíveis com as funções do cargo, como parlamentares se comprometerem diretamente com obras.

A análise deve incluir o currículo, o histórico de atuação e as propostas de cada candidato. Também é recomendado verificar quem financia ou apoia a campanha e se as medidas apresentadas enfrentam os problemas de forma concreta ou se permanecem em discursos genéricos. Propostas de governo, declaração de bens e prestação de contas, com os doadores, podem ser consultadas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O partido também deve fazer parte da avaliação. Segundo os especialistas ouvidos, o eleitor pode observar como a legenda tem votado, quais pautas apoia, sua consistência ideológica e as alianças firmadas. No Legislativo, a orientação da bancada pode influenciar a posição dos parlamentares, mesmo quando ela diverge do discurso individual apresentado durante a campanha.

Outro ponto é o funcionamento do sistema proporcional, usado nas eleições para deputados federais, estaduais e distritais. Os votos recebidos pelos candidatos de um partido ou federação são somados para definir o número de cadeiras conquistadas, que serão ocupadas pelos filiados mais votados dentro das regras eleitorais. Assim, candidatos com grande votação podem contribuir para eleger outros integrantes da mesma legenda, os chamados “puxadores de voto”.

Em 2010, o palhaço Tiririca recebeu mais de 1,35 milhão de votos para deputado federal e ajudou a eleger outros três candidatos de seu partido. A legislação passou a impor barreiras à eleição de candidatos pouco votados, mas a orientação dos especialistas é que o eleitor conheça a lista de candidatos da legenda antes de decidir o voto.

Fonte: Agência Brasil

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