El Niño forte pode elevar alimentos in natura em 19,9%, aponta estudo
Reprodução/g1 Economia
Brasil

El Niño forte pode elevar alimentos in natura em 19,9%, aponta estudo

Em um cenário moderado, alta estimada para essa categoria é de 13,4%. O impacto dos alimentos poderia acrescentar até 0,83 ponto percentual ao IPCA em um episódio forte.

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Por Redação Fato Inteiro · 23 de agosto de 2026 às 06:51
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Um El Niño forte pode elevar em 19,9% os preços dos alimentos in natura, como carnes e hortaliças, segundo o estudo citado pelo g1. Nesse cenário, a alimentação consumida em casa avançaria 6,32%. Em um evento moderado, as altas estimadas seriam de 13,4% e 2%, respectivamente.

O fenômeno é associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pode alterar os padrões climáticos, provocando secas em algumas áreas produtoras e chuvas intensas em outras. Hortaliças tendem a reagir mais rapidamente por terem ciclos de produção curtos.

No cenário forte, os alimentos in natura acrescentariam cerca de 0,53 ponto percentual ao IPCA. Os semi-elaborados subiriam 3,6%, com impacto de 0,20 ponto, enquanto os industrializados avançariam 1,4%, adicionando 0,11 ponto. Somados, os efeitos representariam cerca de 0,83 ponto percentual no índice, com maior impacto aproximadamente seis meses após o choque climático.

As projeções divulgadas em agosto apontavam 57% de probabilidade de um El Niño forte e 26% de um evento moderado. Para o fim do ano, a estimativa era de cerca de 80% de chance de ocorrência de um episódio forte.

Os maiores aumentos no curto prazo poderiam ocorrer em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Belém. Salvador e Recife teriam inicialmente impactos menores, com repasse mais gradual aos preços.

Entre os produtos que podem ser afetados estão milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo, arroz e leite. A pecuária também pode sofrer no Centro-Oeste e no Norte, enquanto o Nordeste poderia ter condições favoráveis à colheita do feijão e o Sul, às culturas de inverno.

Fonte: g1 Economia

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