Editorial da Folha defende ajuste fiscal a partir de janeiro de 2027
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Editorial da Folha defende ajuste fiscal a partir de janeiro de 2027

Texto publicado pela Folha de S.Paulo afirma que o próximo presidente deverá apresentar um programa de redução contínua das despesas federais. O editorial também defende a preservação da autonomia do Banco Central e a revisão de gastos e subsídios públicos.

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Por Redação Fato Inteiro · 15 de agosto de 2026 às 17:56
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Em editorial, a Folha de S.Paulo afirma que a campanha presidencial deveria priorizar o reequilíbrio das contas públicas. Segundo o editorial, a dívida pública aumentou mais de dez pontos percentuais do PIB em quatro anos, enquanto o crescimento médio entre 2023 e 2026 é estimado em 2,7% ao ano.

O texto atribui a deterioração fiscal à expansão dos gastos do governo e avalia que a ausência de contenção poderá manter os juros reais elevados e conduzir o país a uma recessão. Também defende a manutenção da independência do Banco Central como forma de preservar a estabilidade da moeda.

Entre as medidas propostas, o editorial cita um programa de redução continuada das despesas federais a partir de janeiro de 2027. A União, segundo o texto, deveria produzir superávits primários de pelo menos 2% do PIB, equivalentes a R$ 260 bilhões, nos primeiros anos do ajuste.

A Folha defende ainda a revisão de todo gasto e subsídio público, incluindo emendas parlamentares, isenções fiscais, aposentadorias, empresas estatais deficitárias e programas sociais considerados ineficazes. O texto também critica a definição automática de pisos e indexadores para despesas de educação e saúde, sem a priorização prévia de políticas e metas.

O editorial afirma que alternativas como interferir na autonomia do Banco Central, reduzir a Selic sem ajuste fiscal ou adotar medidas heterodoxas poderiam provocar inflação e desvalorização cambial. Para o texto, o próximo governo deverá agir pela via institucional e evitar soluções consideradas atalhos para a crise fiscal.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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