

Dólar sobe 0,47% e fecha a R$ 5,193 com pressão externa
O dólar avançou nesta quinta-feira (24) em meio à maior aversão a risco nos mercados internacionais. O Ibovespa caiu 0,99%, enquanto o petróleo subiu mais de 2%.
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,1931, alta de 0,47%, após oscilar entre R$ 5,16 e R$ 5,202. Foi o maior nível de fechamento desde o fim de agosto. Com o resultado, a moeda acumula alta de 0,26% em setembro e queda de 5,39% no ano.
A valorização ocorreu em um cenário de maior aversão a risco no exterior, marcado pela elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelo avanço do petróleo. O Treasury de dez anos chegou a 5,2209%, ante 5,114% na sessão anterior. No Brasil, investidores também acompanharam projeções econômicas do Banco Central e dados sobre o cenário fiscal.
O Banco Central realizou dois leilões de linha simultâneos e vendeu US$ 1 bilhão. Na operação, a autoridade monetária fornece dólares ao mercado com compromisso de recompra posterior. O BC também reduziu de 2% para 1,8% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto em 2026; para 2027, a estimativa é de expansão de 1,4%.
O Ibovespa terminou aos 183.965,91 pontos, recuo de 0,99%, abaixo dos 184 mil pontos. A queda acompanhou a redução da demanda por ativos considerados mais arriscados, em especial nos mercados emergentes. No ambiente doméstico, o mercado repercutiu novas projeções para as contas públicas, incluindo a elevação da previsão de déficit efetivo de 2026 para R$ 80,9 bilhões.
O petróleo Brent subiu 3,41%, a US$ 106,60 por barril, enquanto o WTI avançou 2,65%, a US$ 94,61. As cotações foram influenciadas pelas incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e sobre a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz. Durante a tarde, os preços se afastaram das máximas após informações sobre possíveis negociações, mas permaneceram em alta.
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