

Dólar e juros futuros caem no Brasil com atenção ao cenário eleitoral e ao PIB
Os juros futuros passaram a recuar, enquanto o real registrou a maior valorização entre 33 moedas líquidas acompanhadas pelo Valor. O movimento ocorreu apesar da pressão nos mercados internacionais, em meio a sinais de moderação da atividade econômica brasileira e à avaliação sobre a eleição presidencial.
Os mercados brasileiros de câmbio e juros reverteram as perdas registradas no início do pregão desta terça-feira (1º). A queda das taxas futuras foi associada à percepção de uma disputa presidencial mais acirrada e aos novos sinais de moderação da atividade econômica apresentados pelo PIB do segundo trimestre.
Por volta das 10h45, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2028 caiu de 13,815% para 13,775%. O contrato de janeiro de 2029 recuou de 14,19% para 14,135%, enquanto o DI de janeiro de 2031 passou de 14,50% para 14,41%.
No câmbio, o real apresentou a maior valorização entre as 33 moedas mais líquidas acompanhadas pelo Valor. A avaliação sobre uma eleição mais apertada em outubro teria contribuído para reduzir os prêmios de risco, enquanto o movimento também pode refletir ajustes técnicos de início de mês e o desempenho inferior da moeda brasileira em agosto.
No mesmo horário, o dólar à vista recuava 0,32%, cotado a R$ 5,1630. O euro comercial caía 0,50%, a R$ 5,9874.
A melhora dos ativos locais ocorreu na direção oposta à dos mercados externos, pressionados pelo aumento das tensões no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, a taxa da T-note de dez anos subia de 4,756% para 4,780%, e o índice DXY avançava 0,12%, aos 99,550 pontos.
Fonte: Valor Econômico
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